3 anos e 3 grandes álbuns: Djonga se reinventa a cada vez mais

3 anos e 3 grandes álbuns: Djonga se reinventa a cada vez mais

Por CONVIDADO THE GAME

Por Felipe Bichara

Após o grande sucesso em “Heresia” em 2017 e “O menino que queria ser Deus” em 2018, muito premiados e considerados por grande parte da indústria do rap uns dos "melhores discos do ano", o mineiro Djonga lança, pelo 3o ano consecutivo, seu mais novo álbum, que promete não ter um resultado diferente dos outros.

Desde o dia 13 de março (mesma data de lançamento dos álbuns passados), a obra já está disponível no Youtube. Com 10 faixas, o disco conta com a participação de Filipe Ret, Mc Kaio, Doug Now e Chris MC.

Em sua conta no instagram, Djonga conta de onde surgiu a inspiração para o trabalho:

 

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Quando eu era criança, eu andava na rua e me sentia ladrão mesmo quando nunca tinha roubado nada as pessoas olhavam com medo, quando cresci mais um pouco roubei pra ter e pra me sentir melhor, me sentir fodão. . .o tempo passou e eu entendi que tipo de ladrão eu devia ser, esse que busca e traz de volta pras minhas e pros meus. . .se preparem pra ver meu melhor, eu juro que eu dei meu melhor. . .e dessa vez eu to falando sério. . .quando eu disse que queria ser Deus eu não sabia a responsa que eu tava chamando pra mim, quando eu entendi eu percebi o que eu devia fazer, aí eu fui lá e fiz o que eu sempre fiz: roubei, roubei e trouxe de volta! Obrigado por trabalhar nessa comigo: @ceiaent @alvinhocaverna @assis176 @serralhinha

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Conhecido por suas referências e genialidade na hora de inseri-las em suas obras, dessa vez o rapper fez uma releitura (cover) de um clássico de Jorge Aragão, intitulado “Moleque Atrevido”. Em seu álbum, a nova versão foi intitulada de “Mlk 4tr3v1do”.

Além do sambista, Djonga também faz uma clara referência à Elis Regina, citada por duas vezes. A primeira, na faixa “Bené”, utiliza o verso “viver é melhor do que sonhar”, do clássico “Como nossos pais”. Pela segunda vez, cita a cantora quando o disco termina com um trecho do clássico “Romaria”, ao final da música “Falcão”.

Djonga também cita em suas letras os simpsons, mun rá, rick and morty, mufasa e várias outras referências. 

Sua genialidade não fica apenas no campo da música. Na capa e contracapa o músico surpreende mais uma vez. 

Na capa, ele aparece segurando a máscara da Ku Klux Klan suja de sangue, e sua avó sentada no sofá ao fundo, enquanto na contracapa os protagonistas são Dona Nadir e Seu Aparício, fundadores da velha guarda da Mocidade, reforçando todo o conceito do álbum, resgatando suas raízes e a maneira como ele enxerga o Mundo. 

1 - Capa (Foto/Reprodução: Instagram)

2 - Contracapa (Foto/Reprodução: Instagram)

 

O álbum, até presente data, está disponível exclusivamente no Youtube, e o artista justificou o por quê no twitter:

 


 

 

Se a obra vai ser eleita a melhor do ano, isso a gente não sabe, mas pode-se ter certeza que a cada ano Djonga se reinventa e se torna um artista melhor.