Samsung China anuncia colaboração com Supreme falsa na apresentação do novo Galaxy A8

Samsung China anuncia colaboração com Supreme falsa na apresentação do novo Galaxy A8

Por Larissa Rocha

Por Larissa Rocha

A Samsung China realizou de praxe o evento de lançamento em Hong Kong do seu novo modelo, o Galaxy A8, e em colaboração com a Supreme, mas não se engane e nem se entusiasme, pois não se trata da Supreme "original" fundada em New York e sim de uma Supreme "falsa" de Barletta, Itália - mais conhecida como Supreme Itália.

Pois bem, a cara de pau dos fundadores da Supreme "falsa" não tem limites, os "CEO'S" da marca procuraram a Samsung na China para propor a colaboração. Isso só foi possível, pois há a peculiaridade do registro de marca que a Supreme "original" não conseguiu obter, causando então, a possibilidade de "espertões" aproveitarem do "hype" gerado em torno da marca para se beneficiar com aberturas legais, porém ilegítimas da marca.

A Supreme "original" já tentou em tribunais fechar a Supreme Itália - e também a versão espanhola, porém os tribunais julgaram à favor das marcas locais pelo fato da mesma não ter o registro, dando às empresas a liberdade para vender seus produtos nesses territórios.

O que tudo indica é que mesmo diante da notável falsidade da marca, a Samsung parece estar ciente disso, e após o evento, o gerente de marketing digital da Samsung China, Leo Lau, respondeu às críticas dizendo: "A marca com a qual estamos colaborando é a Supreme Italia, não a Supreme US. Supreme US não tem autorização para vender e comercializar na China. Enquanto a marca italiana adquiriu o varejo de produtos APAC (exceto Japão) e autorização de marketing."

O provável é que a "colaboração" será vendida apenas na China - que já possui um grande mercado de falsificações da Supreme -, então há a possibilidade de evitar esses produtos. Afinal, quando a empresa chinesa OXN tentou lançar sua própria marca Supreme falsa no país - até mesmo contratar um ator para posar como o fundador Supreme - o James Jebbia -, ela não se deu bem. A JingDaily disse ainda que os consumidores locais pretendiam boicotar a OXN por "atrapalhar" a cultura local do streetwear.