Maior cervejaria do mundo usará tecnologia do bitcoin para transparência

Maior cervejaria do mundo usará tecnologia do bitcoin para transparência

Por RODRIGO DHAKOR

blockchain, tecnologia por trás do Bitcoin (BTC), será usada pela maior cervejaria do mundo, dona da Budweiser, Corona, Stella Artois, Skol, Brahma e outras.

Estamos falando do grupo belga multinacional Anheuser-Busch InBev (AB InBev), empresa-mãe da brasileira Ambev.

A companhia pretende usar a tecnologia blockchain para rastrear toda a produção de cevada, visando oferecer aos consumidores uma rede de fornecimento totalmente transparente.

A cervejaria cita a qualidade e segurança das matérias-primas como fatores essenciais, e ressalta o uso da blockchain para rastrear os produtos e garantir total transparência no processo da fazenda até o momento em que chega às mãos do consumidor.

(Foto Getty Images)

A InBev lançou um projeto-piloto em parceria com as empresas Fujitsu, de soluções de tecnologia, e a SettleMint, plataforma blockchain líder global.

O programa será aplicado no fornecimento de cevada na França e Bélgica, através de uma plataforma escalonável baseada na tecnologia por trás do bitcoin.

"Por meio dessa plataforma, a AB InBev começará a agregar e comparar dados para ajudar os agricultores indiretos a melhorar sua produtividade, lucratividade e pegada ambiental", diz o comunicado de imprensa.

A gigante das cervejas afirma ainda que a iniciativa pode ajudar a promover o desenvolvimento agrícola, e ressalta que é importante que seus consumidores saibam que são os usados ingredientes "da mais alta qualidade", que "crescem de forma sustentável".

Para conferir o trajeto da cerveja, passando pelo cultivo dos ingredientes, colheita e maltização da mesma, os consumidores poderão utilizar um código QR disponível nas embalagens a partir de 2021.

"Os consumidores de hoje estão exigindo mais transparência do que nunca", de acordo com Yves de Beauregard, chefe de incubação global da Fujitsu, e o novo projeto atende a esta necessidade.

(Foto AB Inbev)

Segundo Matthew Van Niekerk, presidente-executivo da SettleMint, a transparência garante qualidade, além de aumentar a confiança na marca.

"Pela primeira vez em nossas operações europeias, este projeto criará uma rede de fornecimento indireto totalmente transparente até o consumidor final", disse Pieter Bruyland, CIO da AB InBev na Europa.

O Brasil não está incluso nos países que receberão o projeto piloto, que envolverá vários países como França, Alemanha e Reino Unido, e em sua forma final permitirá que a cerveja tenha um código QR exclusivo que será anexado diretamente à garrafa, para que o usuário possa ver  toda a cadeia de abastecimento.

A primeira cerveja a ter este código QR será a Leffe. O projeto será lançado na França no próximo ano, envolvendo a Antuérpia na Bélgica e as cervejarias Stella Artois e Corona em Leuven.