Microsoft patenteia tecnologia que pode reviver pessoas mortas em chatbot

Microsoft patenteia tecnologia que pode reviver pessoas mortas em chatbot

Por RODRIGO DHAKOR

A Microsoft, por meio do seu departamento de licenciamento de tecnologias, quer criar chatbots que imitam pessoas reais, estejam elas vivas ou mortas, e recebeu a permissão de registro de uma patente com uma funcionalidade que lembra bastante essa proposição.

A tecnologia foi patenteada pela empresa em Dezembro de 2020 e lembra o primeiro episódio da segunda temporada da série Black Mirror, "Be Right Back", onde uma garota compra um robô com inteligência artificial, idêntico ao seu póstumo ex-marido.

De acordo com informações apuradas pelo site Protocol, a propriedade intelectual foi registrada pela gigante do mundo da tecnologia em 2017, usando a seguinte frase como descrição da patente: "criando um bot de bate-papo conversacional de uma pessoa específica".

(Capa da patente - Foto Reprodução / USPTO)

A tecnologia exigiria a permissão para dados sociais de um usuário, como imagens, dados de voz, postagens em redes sociais e até cartas escritas — algo essencial para identificar padrões de forma e estilo.

O sistema será alimentado com as informações, como em qualquer aprendizado de máquina, ficando cada vez melhor na medida em que novas informações são fornecidas. Um terminal de texto ou até voz também é citado na patente, mas tudo também poderia acontecer pelo armazenamento de nuvem. O caso específico de criação de chatbot de uma pessoa falecida é citado como uma das possibilidades de uso do sistema.

(Modelo de sistema do dispositivo - Foto Reprodução / USPTO)

Como último passo, a patente indica usos práticos, como aplicação em serviços de atendimento, mensageiros instantâneos, portais e redes sociais. Ou seja, o objetivo pode envolver a "ressurreição" de personalidades de pessoas já mortas, mas a ideia mais simples - e que esbarra em menos questões éticas - é mesmo a de criar um bate-papo com uma personalidade menos robótica e mais próxima da humana.

Lembrando que nem todo registro resulta em um produto comercial. Vários desses registros acabam sendo apenas proteções legais feita pela empresa ou usado com propósito científico e/ou tecnológico.

A patente completa pode ser lida no site do U.S. Patent and Trademark Office .


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