A$AP Rocky fala sobre fazer uniformes de prisão na Suécia, sexualidade e mais

A$AP Rocky fala sobre fazer uniformes de prisão na Suécia, sexualidade e mais

Por Felipe Bichara

O histórico Orpheum Theatre no centro de Los Angeles foi uma das paradas da Summit. A recente conferência reuniu ideias em conversas no estilo “TED TALK” e atividades envolventes com especialistas em inovação com foco em tecnologia, bem estar, cultura, cannabis, finanças e música. Sob o slogan “não faça planos pequenos”, a programação é altamente selecionada e 3 mil participantes pré-aprovados se encontraram por três dias no raio de quatro quarteirões para absorver conhecimento e inspiração de vários convidados. Dentre eles, o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, a atriz e empresária, Tracee Ellis Ross, a presidente da SpaceX e COO, Gwynne Shotwell, o DJ Grandmaster Flash, o pensador crítico, Ray Dalio, o arquiteto de perfumes, Sissel Tolaas, o fundador da ClassPass e o rapper A$AP Rocky, entre dezenas de outros.

Na primeira entrevista desde que passou um mês preso na Suécia acusado por agressão,  A$AP Rocky juntou-se ao co-fundador da Summit, Jeff Rosenthal, para palestra intitulada “Cultura, roupas e cultivo do legado criativo” na frente de quase mil pessoas. Rocky falou também sobre o seu tempo na Suécia, o fato de ele ter desenhado novos uniformes para os presos, assim como sua sexualidade e o uso de psicodélicos.

A conversa abordou ainda o estilo pessoal e musical do artista, com referências ao novo single “Babushka Boi”. Em entrevista para a revista Forbes, Rocky contou como a ideia surgiu.

“Eu tive um acidente infeliz e ganhei uma cicatriz no meu rosto, então comecei a usar uma babushka para encobrir até o inchaço diminuir com a cirurgia. Acho que se tornou tendência e gostei da aparência”, afirmou.

Para o rapper, a moda sempre esteve presente em toda a carreira. Desde a colaboração com Virgil Abloh até a recém coleção com a Calvin Klein, o universo fashion foi visto por Rocky como maneira de fazer contato e falar sobre autenticidade. “A coisa mais importante que falta na música hoje é essa conexão emocional e acho que muitas pessoas não têm isso”, disparou.

Em seguida, Rocky teve a oportunidade de tocar em assuntos pessoais “O uso de substâncias psicodélicas mudou minha vida para melhor, elas abriram meu terceiro olho e me deixaram mais sintonizado… era uma maneira de amar mais, me ajudou a abrir meu coração”, comentou. Em relação à sexualidade, o artista concluiu que é um direito de escolha da pessoa. “Faça a p*rra que você quiser. Neste ponto, ainda é uma discussão? Eu nem entendo como ainda é uma discussão”, concluiu.