Por que a Adidas está vendendo a Reebok?

Por que a Adidas está vendendo a Reebok?

Por Matheus Castro

A Adidas confirmou nesta terça-feira (16/02) seus planos para vender a Reebok após 15 anos de propriedade. O acordo está previsto para ser fechado o quanto antes, visto que a adidas planeja concluir o primeiro trimestre de 2021 já com a marca fora de seus relatórios financeiros. Além disso, espera-se um desconto que chega à metade sobre os US $3,8 bilhões gastos pela marca das três listras na aquisição em 2006.

De acordo com o site Business of Fashion, Kaspar Rørsted, CEO da Adidas, estava buscando o valor de € 2 bilhões (cerca de US $2,4 bilhões) antes do início da pandemia. Entretanto, com o contexto atual de Covid-19, analistas esperam que este preço possa chegar a metade. Ano passado, a marca das três listras baixou o valor da Reebok para € 842 milhões (cerca de US $1 bilhão).

Em termos de rentabilidade, nos primeiros nove meses de 2020 a Reebok gerou € 1 bilhão (cerca de US $1,2 bilhões) em receita, com queda de 22% ano a ano, enquanto a Adidas gerou € 13 bilhões (cerca de US $16 bilhões), com queda de 20% ano a ano. 

Tênis Reebok x Adidas Instapump Boost

No entanto, o desafio da Adidas com a Reebok já possuía antecedentes. Nos oito anos após a aquisição, a receita anual da marca das três listras diminuiu em US $2 bilhões à medida em que parcerias esportivas expiravam e a Adidas competia agressivamente com a Nike por participação de mercado nos EUA. Além disso, desde sua compra, a Reebok fechou cerca de metade de suas lojas na América do Norte e começou cada vez mais a se distanciar de sua identidade e história como favorita dos atletas profissionais dos anos 80, 90 e início dos 2000.

No dia 10 de março, haverá uma apresentação para investidores onde provavelmente mais planos serão compartilhados sobre o futuro da Reebok. Ainda assim, analistas afirmam que o melhor benefício para a Adidas no momento é focar em sua marca principal e retirar a Reebok de sua folha de balanços para que consiga se recuperar da crise da Covid-19.

Com a Reebok disponível para compra no mercado, alguns nomes surgiram demonstrando interesse na aquisição da marca. Dentre eles, a gigante chinesa de esportes Anta, V.F Corp., a qual recentemente adquiriu a Supreme, as empresas de patrimônio privado Permira e Triton, o rapper e empresário Percy Robert Miller, conhecido como “Master P”, junto ao ex-jogador profissional de basquete e investidor Baron Davis, bem como a gigante de licenciamento Authentic Brands Group


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