El Salvador se torna primeiro país a adotar Bitcoin como moeda de circulação nacional

El Salvador se torna primeiro país a adotar Bitcoin como moeda de circulação nacional

Por RODRIGO DHAKOR

El Salvador se tornou o primeiro país do mundo a adotar a criptomoeda Bitcoin como moeda de circulação nacional.

O projeto de lei enviado pelo presidente Nayib Bukele foi aprovado com 62 votos a favor e 22 contra, na última quarta-feira (9), pelo Parlamento nacional – de maioria governista.

A partir de agora, além do dólar estadunidense, o Bitcoin também poderá circular livremente no país e ser usado para compra e venda de produtos, pagamento de impostos, além de transações internacionais.

Com a medida, o governo salvadorenho busca diminuir a dependência nacional à Reserva Federal dos Estados Unidos. A economia de El Salvador foi oficialmente dolarizada há 21 anos, durante a gestão de Armando Calderón Sol.

O Banco de Desenvolvimento de El Salvador (Bandesal) será a casa de câmbio oficial de Bitcoins. Hoje um Bitcoin equivale a U$ 36 mil (Aprox. R$ 198 mil), e é considerada a moeda que mais valorizou na história do mercado financeiro.

(Foto: The Guardian)

Segundo páginas especializadas em moedas digitais, existem U$ 52,3 trilhões em circulação em Bitcoin no mundo, o que representa cerca de 43% do mercado de criptomoedas.

Bukele ainda assegurou que dará nacionalidade e isenção tributária a todos os cripto-investidores que desejem apostar no país centro-americano.

Além da quantidade de zeros que confundem os preços dos produtos, outro desafio para popularizar o uso da cripto é a conectividade no território nacional. Em 2020, apenas 60% da população tinha acesso à internet.

Um levantamento do HootSuite aponta que cerca de 3,8 milhões de salvadorenhos têm acesso à internet e existem 9,38 milhões de linhas telefônicas ativas no país, que possui 6,47 milhões de habitantes, cerca de 70% vivem na zona urbana.

Assim como as demais nações do chamado Triângulo do Norte (Guatemala e Honduras), El Salvador vive uma crise imigratória histórica. Em 2016, haviam 1,33 milhão de salvadorenhos residentes nos Estados Unidos, sendo 700 mil sem documentos, de acordo com dados oficiais.

Cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) depende do envio de remessas de salvadorenhos que residem no exterior. Somente no primeiro trimestre de 2021, a nação recebeu US$ 2,35 bilhões em remessas, segundo publicações do Banco Central de El Salvador


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