Empresa de vídeo acusa Kanye West de roubar tecnologia

Empresa de vídeo acusa Kanye West de roubar tecnologia

Por RODRIGO DHAKOR

Kanye West se envolveu em mais uma polêmica. Dessa vez, a empresa de vídeo e comércio eletrônico MyChannel Inc acusa o cantor de roubar uma tecnologia avaliada em US$ 22 milhões (Aprox. R$ 111 milhões).

O processo, aberto no Distrito Central da Califórnia, afirma que Kanye violou um acordo mútuo de não divulgação e utilizou a tecnologia e informações confidenciais e proprietárias da empresa para promover suas mercadorias e seus projetos.

De acordo com a empresa, o rapper fechou um acordo de US$ 10 milhões em 2018 com o objetivo de potencializar a sua linha de tênis, a Yeezy

Segundo informações, a MyChannel Inc., é especialista em vídeos e tecnologia de e-commerce. Eles foram contratados por Kanye no verão de 2018 para ajudá-lo em uma plataforma de tecnologia inovadora que maximizara as receitas de suas mercadorias. Eles chegaram, inclusive, a mudar o local da MyChannel, Inc. duas vezes: uma para Calabasas, outra para Chicago - tudo para fazer a parceria dar certo.

(Foto Getty Images)

"Ele aproveitou a vantagem de uma empresa de tecnologia para promover sua marca Yeezy e lançar seu popular grupo Sunday Service, e deixou a gente de lado", afirma a empresa.

Em entrevista ao TMZ, a MyChannel Inc explica: "West conseguiu que funcionários da empresa trabalhassem por cerca de 10 mil horas para ele, por seis meses, com base em uma série de promessas de negócios – incluindo um investimento futuro de US$ 10 milhões".

O advogado da empresa, Ben Meiselas, abordou a reclamação no Twitter :

"O advogado Michael Popok e eu entramos com um processo federal contra Kanye West por apropriação indébita de informações proprietárias e não pagamento de seus parceiros de negócios. Iremos responsabilizar o Sr. West, bem como aqueles que ajudaram e encorajaram sua conduta, e faremos justiça ao nosso cliente". 

Apesar da promessa, a empresa acusa o cantor de não cumprir com o acordo e o processa por roubar sua tecnologia sob o pretexto de uma parceria comercial. Pelo processo, ele poderá pagar até US$ 20 milhões para recuperação dos danos.

Até o momento, o rapper não emitiu nenhuma declaração em resposta.