Metaverso, o termo tanto falado por Mark Zuckerberg

Metaverso, o termo tanto falado por Mark Zuckerberg

Por RODRIGO DHAKOR

Facebook enfrenta uma de suas piores crises na história depois de ter uma série de documentos vazados sobre sua negligência na moderação de conteúdo — o momento negativo da empresa rendeu até depoimentos no Senado dos Estados Unidos e uma forte pressão sobre a atuação da empresa.

Mas, aparentemente, a estratégia de Mark Zuckerberg tem sido olhar para um outro caminho e fazer nascer, quase do nada, uma nova marca, que representaria o novo foco de seus negócios em algo chamado metaverso.

Focando nisso, o Facebook trabalharia em um grande mundo virtual, e não apenas em redes sociais. A estratégia, claro, parece chegar convenientemente em um momento no qual a companhia precisa fugir de escândalos na nova era. 

Um rebatismo do nome da companhia foi divulgado recentemente e só para o projeto de metaverso, o Facebook já destinou uma grande "fatia" em dinheiro. Entretanto, mesmo que a palavra tenha ganhado as manchetes, o seu conceito ainda é desconhecido — um pouco complicado de entender.

Criado por Neal Stephenson em seu livro de ficção científica "Snow Crash" de 1992 — para descrever um mundo virtual ditatorial comandado por empresas — o termo entrou na cultura pop quando Steven Spielberg adaptou para as telonas o livro "Ready Player One".

Metaverso é um termo amplo. Geralmente se refere a ambientes de mundo virtual compartilhados que as pessoas podem acessar via internet. O termo pode se referir a espaços digitais que se tornam mais realistas com o uso de realidade virtual (RV) ou realidade aumentada (RA).

Imagine um mundo virtual imersivo, onde as pessoas poderão passar seu tempo juntas. A princípio essa descrição nos lembra de jogos digitais como "Second Life" ou "Minecraft". A grande diferença é que esses mundos são isolados, uma pessoa não pode passar do Minecraft para o Second Life e vice-versa. No metaverso qualquer um poderá se mover livremente por esses mundos virtuais.

(Second Life - Foto: Reprodução) 

O interesse acelerado neste mundo alternativo, porém, pode ser visto como resultado da pandemia. À medida que mais pessoas começaram a trabalhar e a frequentar a escola remotamente, aumentou a demanda por maneiras de tornar a interação online mais realista.

O Facebook tem, hoje, mais de 10 mil funcionários focados na construção de dispositivos, como óculos de realidade aumentada, que ajudariam a acessar o metaverso da empresa. Na visão de Zuckerberg, esses dispositivos serão tão onipresentes quanto smartphones no futuro. Em Setembro, a empresa anunciou um investimento de U$ 50 milhões para construir o metaverso: os recursos seriam usados ao longo de dois anos para garantir que as tecnologias do metaverso sejam "construídas de uma forma inclusiva e empoderadora".

A empresa também disse que planeja trabalhar com pesquisadores em quatro áreas, incluindo privacidade e segurança de dados, para permitir que os usuários obtenham ajuda se algo que encontrarem no metaverso causar desconforto.

Assim, Zuckerberg encontrou um caminho ideal para os seus interesses: o investimento em um conceito novo traz, não só uma mudança de foco da realidade que a companhia está vivendo, como também coloca o Facebook em uma posição de explorador de terras novas (onde é possível 'controlar' melhor aspectos não-descobertos da tecnologia).


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