Starlink abre empresa para iniciar serviços de internet no Brasil

Starlink abre empresa para iniciar serviços de internet no Brasil

Por RODRIGO DHAKOR

Depois dos testes realizados nos Estados Unidos e Canadá, a Starlink já tem o Brasil no seu radar.

A companhia de satélite de Elon Musk já aceita endereços nacionais na pré-venda e abriu dois CNPJs para poder vender internet de até 150 Mb/s em nosso País.

Segundo o documento, a empresa Starlink Brazil Serviços de Internet Ltda. foi registrada na Receita Federal em 18 de Dezembro de 2020, com atividade econômica principal de "Telecomunicações por satélite" e capital social de R$ 800.000, tendo no quadro societário Vitor James Urner e outra empresa chamada Starlink Brazil Holding Ltda.

(Foto Reprodução / Receita Federal / Tecnoblog)

Starlink Brazil Holding Ltda. possui em seu quadro societário a empresa Starlink Holdings Netherlands B.V, como sócio pessoa jurídica domiciliado no exterior. O nome de Vitor James Urner também aparece nesta companhia, como representante legal e procurador.

Em contato com Urner, o empresário confirmou que a empresa em questão é a Starlink, de Elon Musk, e que sua posição é de representante legal, e não sabe sobre os planos da companhia.

O principal diferencial da internet via satélite é que o serviço fica disponível em grande parte ou em todo o território nacional, levando conexão para áreas onde as operadoras tradicionais de cabo, xDSL ou fibra óptica não chegam.

(Foto Starlink)

O custo da Starlink é alto e o serviço deve atrair apenas quem não é atendido por operadoras fixas convencionais, tendo como mensalidade da banda larga da empresa o valor de U$ 99,00 (Aprox. R$ 530,00) por mês.

O cliente interessado também precisa pagar pelo kit de instalação com antena e roteador, que custa U$ 499,00 (Aprox. R$ 2.700,00).

No Brasil há duas companhias que vendem internet via satélite para usuários finais. A HughesNet possui opções com download de 10 Mb/s a 25 Mb/s, e a mensalidade varia entre R$ 179,90 e R$ 599,90. No entanto, há limite de uso que varia entre 40 GB a 80 GB por mês, dependendo da modalidade escolhida, e a velocidade é reduzida para 1 Mb/s após o fim do pacote de dados.

(Foto Reprodução / HughesNet)

Já a Viasat tem planos com 10 Mb/s a 30 Mb/s de download, com mensalidade de R$ 349,00 a R$ 619,00. Também tem franquia de uso, com limite de 40 GB no plano mais barato e 160 GB na opção mais cara. Após o término do pacote de dados a velocidade é reduzida para 128 kb/s, enquanto o gigabyte extra custa R$ 10,00.

A Starlink já aceita endereços brasileiros no pré-cadastro para assinatura: basta colocar um endereço ou Plus Code na hora de fazer o registro. O site informa que a empresa planeja oferecer cobertura no País até o final de 2021. A empresa da SpaceX ainda precisa de autorizações da Anatel, mas deve competir com HughesNet e Viasat.

Além disso, é necessária a obtenção de uma "Outorga de Exploração de Satélite Estrangeiro". Este documento lista quais satélites serão explorados, sua posição orbital, área de cobertura, faixas de frequência utilizadas e período de exploração.


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