UPS ganha aprovação para fazer entregas por drone

UPS ganha aprovação para fazer entregas por drone

Por RODRIGO DHAKOR

Por Rodrigo Dhakor

UPS anunciou na terça-feira (01) que recebeu aprovação da FAA ( Administração Federal de Aviação, entidade governamental americana responsável pelos regulamentos e todos os aspectos da aviação civil no país) para criar uma "linha aérea de drones" responsáveis por fazer a entrega de pacotes. 

A certificação obtida pela subsidiária UPS Flight Forward Inc. é a CFR Part 135, que também é usada por aeronaves que circulam pelo país. Ela permite que a UPS não somente use quantos drones desejar, mas também que eles voem fora da linha de visão do piloto e carreguem cargas que pesem mais do que 25 quilogramas (55 libras). Além disso, agora os dispositivos poderão fazer voos noturnos. Segundo a empresa, inicialmente essa permissão vai ser usada para criar uma rede de entregas para hospitais ao redor dos Estados Unidos.

(Foto UPS)

De acordo com a UPS, ela é a primeira a conseguir uma certificação do tipo: concorrentes como o Uber Eats e a Amazon Air ainda têm que lidar com diversas restrições em seus voos. Embora a startup Wing, pertencente ao Alphabet, também tenha conseguido a CFR Part 135, ela está restrita a somente a um de seus empregados.

A conquista da UPS é resultado do trabalho próximo que ela vem desenvolvendo com a FCC, entidade responsável por regular o espaço aéreo dos Estados Unidos. Assim que recebeu a certificação, a empresa realizou uma entrega para o hospital WakeMed na cidade de Raleigh usando um drone Matternet Quadrotor M2, que agora tem a liberação de uso "além do visual" (BVLOS).

As operações de drones da companhia são operadas pela UPS Flight Foward, formada em julho deste ano. Até o momento a divisão ainda está construindo as bases de sua operação, o que significa que deve demorar algum tempo até que os gadgets se tornem um método corriqueiro para a entrega de pacotes.

 

 

O próximo passo para a UPS é expandir o serviço para uma seleção ampliada na rede de hospitais, o que deve envolver a construção de novas instalações em solo. Além disso, a empresa pretende construir um local para centralizar suas operações e desenvolver sistemas de detecção que permitam aos drones desviar de outros objetos.

Os gadgets em si devem ser criados em conjunto com várias fabricantes, que terão a missão de prepará-los para lidar com cargas de diferentes tamanhos e pesos.